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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mar sem fim

"... Hoje entendo bem meu pai. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver".

                                                                                                                      Amyr Klink

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um dia de Verão












Ontem no fim da tarde, o céu estava extraordináriamente belo. Não foram feitas quaisquer mudanças nas tonalidades das cores nas fotos. O céu estava realmente no ápice de seu explendor.

sábado, 20 de dezembro de 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Praça do Japão





Praça do Japão em Curitiba.

Papito e mãe



Olha a cabeleira do zezé... Como era diferente a moda nessa época. Essa foto foi tirada no casamento dos meus pais no dia 08/11/1976, minha mãe ainda continua bela. Adoro o rosto dela na foto e meu pai, ufff lindo de morrer.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

La Saga del Regalo



Barquisimeto, Valência, Memphis, Buenos Aires, Memphis, Campinas, Blumenau, endereço Incorreto, endereço Incorreto, endereço Incorreto ( mesmo estando CORRETO) , Sao Fco. E depois de 4 países e 35 dias viajando de um lado para o outro chega o regalo enviado para mim da Venezuela. Mas a história é mais longa, durante estes 35 dias falando com a Fedex do Brasil e da Venezuela eu e Rosmary ( a amiga que enviou o presente) obtínhamos informações desencontradas. O problema é isso ou aquilo, eu até brincava com a Rosmary dizendo: "Não deu tempo de chegar pro aniversário mas quem sabe chega pro Natal, ou então "O pacote foi dar uma voltinha pra ver Evita, ou quem sabe ainda fazer uma pontinha no filme Náufrago." E foi-se o prazo de 72 horas para a entrega como garantia a Fedex. Rasgado, amassado porém ainda vivo hoje chegou !!! E em comemoração a isso resolvi publicar este post. Pensei que a Fedex fosse mais eficiente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

QUANDO FORES VELHA


Quando estiveres velha e grisalha; e vencida pelo sono,
Dormitando à beira da lareira, toma este livro,
E lentamente o lê, e sonha com a aparência suave
Que outrora tiveram teus olhos, e suas sombras profundas;
Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou a alma peregrina em ti,
E amou as mágoas de teu rosto sempre a mudar.

William Butler Yeats

domingo, 16 de novembro de 2008

Fazer 30 anos

Quatro pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.
Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.
Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.
Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Affonso Romano de Sant'anna
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